Eu te amo! Amo?

Quem sou eu? – é uma questão que pode ser quase respondida, somente pela própria pessoa.
“Quem sou”, não necessariamente revela aquilo que todos vêem. Minha opinião é que ninguém é aquilo que os outros vêem.

“Quem ama”, não necessariamente ama.
A vida sendo vivida pode esconder um falso sentimento, uma falsa relação e elas podem ser levadas até ao caixão, onde faz de lá, seu limite de mentira.
É certo de que tudo aquilo que “parece ser, mas não é”, pode ser percebida no solo do coração de quem acha que é amado, porém, a desconstrução do falso amor, em ambas as partes, nem sempre acontece. Não é fácil.
Por que?
Ora dúvida, ora insegurança, ora medo, ora co-dependência. Sobra embaraço...

Será que vale a pena viver “amando” sem amar e vice-versa?
Na verdade esta pergunta é desnecessária. A questão é: como ser fiel com os sentimentos aflorados e não ferir os que me amam? Como não desconstruir um sentimento?

Quem pensa que essas crises acontecem somente entre casais, saiba que isso não é atípica dentro das relações estabelecidas entre pessoas em ambiente de trabalho, escola, igreja, casa, ônibus e etecéteras.
Dizemos que amamos as pessoas com descartabilidade em voga – bem no gatilho - onde o descaso é a conseqüência travestida de mil e uma justificativas.

Para tantas interrogações e tanto viés que nos levam aos embaraços da vida, resta-nos apenas simplificar a vida e ver se é possível viver melhor.
Faça o seguinte:

Pense em 3 pessoas que você ama e que você não tenha dúvida que é amado. (pai, mãe, filho, esposo, irmã, etc...)
Pense nas co-diferenças existenciais dentro da convivência.
Agora pense como você consegue viver tão bem com tanta diferença de idade, estilo, religião, maturidade, modos comportamentais e etc.
Pense também como você, consegue se manter fiel ou zeloso ao grau de sentimento em relação às tais pessoas.

Pois bem, se a gente estendesse esse respeito à vida de outros, magoaríamos menos pessoas neste mundo.
Quando passaremos a respeitar para não provocar tristezas e ilusões em outras pessoas? Quem provocaria tais coisas com a própria filhinha?
Precisamos parar de sermos gananciosos em relação a felicidade ou imposição de conceito. Buscamos felicidades ou imperialismos com tanto frenesi que deixamos cacos de pessoas lá atrás e mal percebemos que também nos machucamos no caminho.
Cada minuto que se passa é um minuto irrecuperável e em cada minuto passado fica registrado um momento da vida. Qual é a tua colaboração na linha do tempo do teu próximo?
A característica nossa fundamental é a convivência com outras pessoas. Você já pensou no mal que você faz, levando em consideração nossa necessidade de “CO-VIVÊNCIA”?
Se nós temos a incumbência relacional de sermos artesãos de vida, qual é a deformidade que você está moldando no teu próximo?
Viver sem responsabilidade e respeito é a maior crueldade do seio humano.

“Quem sou”, está intrincado com quem estamos sendo, nesta esfera de ligação humana.
Então nunca queira ser feliz, sem pensar na felicidade do teu próximo.

A quem ama, ame com intensidade. Aos que te amam, respeite reverencialmente, com sinceridade.

Um comentário:

Jutilandia - Terapeuta - CRT 43.969 - Cel. 8015-7269 disse...

....Linda mensagem Moises!
adorei a reflexão...

parabéns!